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Construção a seco

  • Foto do escritor: DANIEL DUARTE
    DANIEL DUARTE
  • 14 de mar.
  • 3 min de leitura

No nosso país, o sistema construtivo mais habitual é o de alvenaria ou concreto pré-moldado. No entanto, nos últimos anos novos sistemas estão ganhando espaço, como é o caso das placas cimentícias.

Mas você sabe o que é uma placa cimentícia, como é a construção seguindo o seu uso e suas vantagens? Neste artigo explicaremos um pouco sobre o tema.

Em resumo, podemos definir placas cimentícias como componentes produzidos de forma industrial, com cimento e agregados minerais leves ou fibras, celulose, minerais, entre outros. Tudo isso confere alto padrão de qualidade e um material pronto para uso nas obras.

Para sua produção, as empresas utilizam a tecnologia CRFS – Cimento Reforçado com Fio Sintético, que permite projetos com maior versatilidade, rapidez na montagem e um excelente acabamento.

As placas cimentícias integram as técnicas de construção a seco. Você sabe o que são?


O sistema de construção a seco é conhecido por ser uma técnica mais rápida, com durabilidade e qualidades parecidas ou superiores às construções de alvenaria, suportando tranquilamente choques com móveis, vibrações e outros problemas que podem vir a ocorrer dentro da moradia durante seu uso.

Uma das principais diferenças desse tipo de construção em relação à alvenaria tradicional, é justamente por exigir um tempo menor de obra, com menos materiais e consequentemente entulhos – o que faz desse sistema um método sustentável.

Essas construções dispensam argamassa e cimento na composição estrutural da obra. Dessa forma, o que confere a sustentação da casa são vigas e pilares.

Para construir a seco, podem ser utilizados materiais como madeira, gesso, placas cimentícias, aço galvanizado, dentre outros.

Em geral, além da sustentabilidade, há uma enorme vantagem de custo x benefício ao optar pela construção a seco, já que são obras mais rápidas e práticas.

A placa cimentícia

Como já abordado, são placas feitas industrialmente. O seu grande diferencial em relação às outras técnicas de construção a seco é a sua versatilidade, já que é disponível em diferentes cores, texturas e formatos. Tudo isso permite que a obra ganhe criatividade, mesmo em cronogramas bem definidos, permitindo diferentes tipos de acabamentos e revestimentos.

No geral, as placas cimentícias conferem:

  • Ampla versatilidade de uso, podendo ser utilizadas para paredes internas e externas, áreas secas e úmidas, fachadas, beirais e oitões, shafts, módulos construtivos, construção steel framing, dentre outros usos, incluindo até mesmo fechamentos curvos (paredes curvas);

  • Ótima relação de custo-benefício, já que há uma redução dos custos com mão de obra e com o desperdício de material, além do seu tempo de construção que é mais rápido – ou seja: quanto menos tempo para a construção, menos gastos com mão de obra;

  • Ganho de área útil e menor sobrecarga nas fundações e lajes, dentre outros benefícios já citados, como a redução dos custos e a sustentabilidade.    

Especificações

Como abordamos no início deste artigo, a tecnologia utilizada na fabricação das placas cimentícias é a CRFS – Cimento Reforçado com Fio Sintético. Há placas em diferentes comprimentos, como 2 metros, 2,40 metros e 3 metros. A largura é sempre a mesma, de 1,20 metro.

Durante a obra, a depender da necessidade, as placas podem ser cortadas com o uso de uma serra mármore, a fim de adequar o tamanho conforme o projeto.

O produto apresenta, de uma forma geral, uma performance técnica muito eficiente, já que é flexível, tem fácil manuseio, boa durabilidade, estabilidade e até mesmo resistência à umidade. Isso porque as placas são impermeáveis, podendo ser usadas em áreas secas ou molhadas.

Outro ponto positivo é que são não-inflamáveis, resistentes à flexão, intempéries, fungos, insetos, roedores, dentre outros. Elas também são não-oxidantes e resistentes a impactos.

Instalação

Na hora de instalar, é importante seguir algumas orientações.

  • O encontro das placas deve estar em um mesmo plano, com um espaçamento de 3 mm de espessura, utilizado para posterior preenchimento;

  • A fixação nessas regiões não deve estar a menos de 1,5 cm da borda da placa;

  • Como já dito, as placas permitem diferentes acabamentos, como revestimentos cerâmicos, tintas e vernizes acrílicos, argamassas, texturas, porcelanatos, laminados melamínicos, pastilhas, dentre outros;

  • Antes dos revestimentos serem aplicados, o painel deve estar limpo e seco;

  • No caso de placa cimentícia aparente, é recomendado que se aplique pintura incolor para que a superfície fique protegida;

  • O assentamento de revestimento cerâmico pede o uso de argamassas AC III;

  • É preciso deixar uma junta de dilatação entre o revestimento e as paredes de alvenaria ou pilares, evitando trincas ou descolamento em caso de movimentação da estrutura.

Importante ressaltar que todo o material deve estar em conformidade com a ABNT NBR 15498 – Placa de fibrocimento sem amianto — Requisitos e métodos de ensaio.


 
 
 

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@2024 por Daniel Duarte | Arquiteto e Urbanista |

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